terça-feira, 26 de outubro de 2010

Município de Santa Maria do Suaçuí História

"Santa Maria"

Fundação
suaçuiense
A cidade da fé
Rodolfo Lima Neto (PMDB)
(20092012)
Localização
Localização de Santa Maria do Suaçuí em Minas Gerais
Localização de Santa Maria do Suaçuí no Brasil
18° 11' 24" S 42° 24' 50" O18° 11' 24" S 42° 24' 50" O
 Minas Gerais

Municípios limítrofes
Distância até a capital
360 km
Características geográficas
623,660 km²
14.931 hab. est. IBGE/2009 [2]
22,8 hab./km²
450 m
Tropical
Indicadores
R$ 46.718 mil IBGE/2005 [4]
R$ 3.284,00 IBGE/2005 [4]
Santa Maria do Suaçuí é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 14.249 habitantes. Situada à região leste de Minas Gerais, a 360 km da capital Belo Horizonte, Santa Maria tem sua economia movimentada principalmente pelo comércio, além da agricultura, pecuária e produção de laticínios.
A sociedade é marcada pela presença de tradicionais famílias como Lopes, Salomão Petruceli , Peixoto, Garcia, Temponi, Lacerda, entre outras.
O desbravamento da região onde hoje está instalado o município de Santa Maria do Suaçui teve seu início ainda com as entradas dos Bandeirantes no Estado de Minas Gerais à procura de ouro e diamantes, donde um de seus mais ilustres foi Fernão Dias Paes Leme. Segundo a lenda, este teria se aventurado a cruzar as terras mineiras, saindo de São Paulo no dia 21 de julho de 1674, pelos rumores de que aqui havia um vale no qual se avistava rios e areias de ouro, além de árvores também com frutos de ouro. Segundo essa mesma crença Fernão Dias se maravilhou com a beleza da Lagoa do Vapabuçu e da Serra Resplandecente, hoje Serra do Cruzeiro. Ainda em acordo com essas crenças o ilustre Bandeirante deixou seis de seus homens na região onde hoje se encontra o Distrito de Poaia. Estes homens seriam simplesmente responsáveis pela proteção da área, mas, além disso, acabaram por se miscigenar com as índias Botocudas que lá viviam. Mas o arraial denominado por Santa Maria Maior veio a se iniciar realmente apenas no ano de 1865, com três casas de telha e outras seis cobertas por palmeiras. Originalmente, as terras onde foram instaladas essas moradias pertenciam a Camilo dos Santos que as doou para a criação de Santa Maria de São Felix. Os primeiros moradores foram o próprio Camilo dos Santos, Fortunato Chaves, Ana Alves de Oliveira, Francisca Maria da Costa, Manuel Filipe, Meofaldo Floriano e Inhambu entre outros. No arquivo da Casa Paroquial de Santa Maria do Suaçui se encontra o original da doação com os seguintes registros:
(...) nós abaixo assinados (Camilo dos Santos Lima e Cassiano bruno de Souza), possuidores da fazenda denominada Santa Maria Maior; declaramos que cedemos esse terreno de nossa espontânea vontade para se fazer a povoação com a mesma denominação, compreendendo oito ou dez alqueires de planta, com a condição, porém, de que as pessoas que fizerem suas casas, pagarão por cada braça de dez palmos de frente hum mil réis. Indo a quantia arrecadada pelo Tesoureiro, até que haja fabriqueiro, ser aplicada para a edificação e conserto da capela. As divisas do terreno doado são: do lugar onde está a capela pelo ribeirão acima até onde está, atualmente, Joaquim da Costa, do mesmo lugar dela, pela estrada da onça, até Joaquim Teles e ribeirão abaixo até Joaquim Alves...

Vista aérea de Santa Maria do Suaçuí 1
Esse arraial, embora não fosse todo habitado, compreendia toda a área formada pela atual Praça José de Sena Lima, as ruas José Nogueira e Antônio Temponi, Urânio, Deputado Nacip Raydan, Cônego Lafayette, Monsenhor Santos e Ali Camilo. A elevação do povoado a Distrito ocorreu logo em seguida no ano de 1870. Momento em que o presidente da Província de Minas Gerais, Francisco Leite da Costa Belém, tomou a iniciativa de pedir ao Superior Geral dos Frades Capuchinhos que organizasse Colônias Indígenas em Minas Gerais a fim de facilitar o processo de catequização desses índios. Entre os pioneiros estavam Frei Virgílio de Amblar e o seu companheiro Frei Joaquim de Lomia de Canicatti, que no início de 1872 fundaram o Aldeamento de Santa Maria de São Felix. Importantes considerações capazes de melhor clarificar a trajetória Histórica do município de Santa Maria do Suaçui podem ser aferidas nas palavras do Historiador Nelson de Sena, veiculadas no Anuário Histórico Geográfico de Minas Gerais. Segundo ele, a região onde hoje se encontra o município de Santa Maria era um
...opulento distrito agrícola do município e termo de Peçanha [que] pertenceu antes de 1875 à Comarca de Minas Novas e depois, até 1881, ao município de São João Batista (Comarca de Itamarandiba). Foi criada a sua Paróquia em 5 de outubro de 1870 (Lei Mineira nº 1719) e confirmada pelo parágrafo 2º do artigo 1º da Lei 2214, de três de junho de 1876. Em 1881 ganhou o distrito uma Agência de Correios. O telégrafo nacional foi inaugurado a 3 de abril de 1909. Duas escolas Públicas foram criadas pela Lei 2478, de 9 de novembro de 1878, sancionada pelo vice-presidente da Província de Minas Gerais, Cônego Joaquim José Sant’Anna. Pelo recenseamento de 1900, o distrito de Santa Maria apresentou um número de 11.980 habitantes e em 1905, um colégio eleitoral de 417 eleitores, com uma população urbana de 3.000 habitantes. Na sede do Distrito o recenseamento escolar apresentou um número de 286 alunos.

 Foto da Igreja Matriz 1
Ainda como Distrito de Santa Maria do São Félix, a grandiosidade do município de Santa Maria do Suaçui também foi abordada no jornal católico “A Estrela Polar”, elaborado pelo Bispado de Diamantina e datado de 30 de junho de 1908. Segundo a matéria veiculada no periódico em questão:
O distrito de Santa Maria de São Félix, parte integrante do vasto município do Peçanha, está situado a 6 léguas da margem esquerda do Suaçui Grande. Confina ao norte com Água Boa, município de Minas Novas; a oeste com São José do Jacuri e São Pedro do Suaçui; ao sul com Ramalhete; ainda limita-se com Capelinha, São João Batista (Itamarandiba) e Coluna. Conta a Freguesia com quatro capelas filiais, a saber: Santo Antonio da Folha Larga, São Sebastião do Maranhão, São Sebastião dos Cristais e Nossa Senhora da Conceição da Poaia, antigo aldeamento. A população da Freguesia é de 16.000 habitantes, sendo a do perímetro do arraial de quase 4.000. O maior diâmetro distrital é de 15 léguas, entre a cachoeira grande do Suaçui e o alto da boa vista, vertente para Itamarandiba(...). Situado no cruzamento de estradas entre o sertão e a mata, o distrito de Santa Maria de São Félix ocupa vantajosa posição para o desenvolvimento de suas riquezas; esta circunstância geográfica concorre imensamente para as boas condições do seu comércio ativo: por exemplo, quando no Rio de Janeiro o café tipo 7 é cotado a 4$000, o café deste distrito, exportado em grande escala para Montes Claros e Januária, é vendido, com muita procura, a 6$000 e 7$000, mesmo sem o bom preparo em máquinas, que aqui não há. Infelizmente luta-se com muita dificuldade para o transporte em costas de burros: não temos estradas boas, nem mesmo sofríveis!
Assim, com o natural desenvolvimento do distrito de Santa Maria de São Félix e o conseqüente adensamento da região, teve início o processo de fundação do Município de Santa Maria do Suaçui em sete de setembro de 1923. Já como município Santa Maria do Suaçui projetou um de seus mais importantes moradores, o Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho, mesmo que sua chegada tenha ocorrido ainda em 1917. O Servo de Deus possui importância ímpar para a História não apenas do município, mas também para a região como um todo. Assim chegado para auxiliar o Padre José Maria, o então Padre Lafayette imprimiu uma de suas principais marcas, qual seja, a preocupação com a Assistência Social e a oferta de melhores condições de existência aos seus fiéis. Com o seu falecimento em 21 de setembro de 1961, seus fiéis passaram a se organizar para tratar essa data como uma importante efeméride católica. Nesse dia Santa Maria do Suaçui recebe fiéis de toda a parte do Brasil se transformando num grande centro de peregrinações. Outra data que tem ganhado destaque como efeméride católica é o aniversário de nascimento do Servo de Deus. Em todo dia 10 de novembro é feita uma Cavalgada com origem no município vizinho de José Raydan com destino a Santa Maria do Suaçui para a missa que celebra a vida do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho. A cada ano o montante de fiéis que participam dessa cerimônia só vem aumentando, e existe uma forte tendência que o número de participantes da mesma alcance rapidamente o número de fiéis que presenciam todo ano a missa do aniversário de morte do Servo de Deus, cerca de 25 mil pessoas. Hoje o município de Santa Maria do Suaçui conta com mais de 14 mil habitantes, sendo que a maior parte dessa população ocupa o Distrito Sede. Suas principais atividades econômicas são o comércio, a agropecuária e a agricultura. Na agricultura se destacam a produção de cana-de-açucar, café, feijão e milho, e na pecuária a produção de bovinos e galináceos. Atualmente Santa Maria do Suaçui conta com a existência de Escolas de Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Profissionalizante. O Sistema de Telefonia é feito pela concessionária Oi, o tratamento e abastecimento de água é de responsabilidade da COPASA (Companhia de Saneamento e Abastecimento de Água de Minas Gerais). Entretanto, o tratamento de esgoto é de responsabilidade da Prefeitura Municipal. O fornecimento de energia elétrica para todo o município é de responsabilidade da CEMIG. O município ainda possui três Hotéis e um Hospital, denominado por Hospital de Santa Maria Eterna e associado ao SUS (Sistema Único de Saúde).


 
Foto de Santa Maria Eterna 1

Suaçuienses famosos

O ator Rui Ricardo Dias, mais conhecido por interpretar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no filme Lula, o filho do Brasil, é natural de Santa Maria do Suaçuí.

Lafayette da Costa Coelho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Cônego Lafayette da Costa Coelho (Serro, 10 de novembro de 188621 de setembro de 1961) foi um sacerdote católico brasileiro. Foi ordenado sacerdote em Diamantina - Minas Gerais em 15 de abril 1917. Desde então exerceu seu ministério sacerdotal na Paróquia de Santa Maria do Suaçuí-MG durante 44 anos, falecendo em 21 de setembro de 1961.
Homem de intensa oração e freqüentes jejuns, Lafayette cativou o povo do Vale do Suaçuí e adjacências com sua fé e exemplos de humildade. Seu carisma pastoral era, sobretudo, a bênção da saúde. Movidas pela fama de santidade do saudoso sacerdote, milhares de pessoas, de várias cidades de Minas Gerais e outros Estados visitam anualmente seu túmulo, em Santa Maria do Suaçuí, principalmente no dia do aniversário de seu falecimento.

[editar] Processo de Beatificação

No dia 13 de novembro de 2000, a Santa Sé, Roma, autorizou o Bispo Diocesano de Guanhães, Dom Emanuel Messias de Oliveira, a iniciar o Processo de Beatificação do Servo de Deus, o que foi feito solenemente no dia 24 de junho de 2001, com a nomeação do Tribunal Eclesiástico Diocesano e do Postulador da Causa de Beatificação. No dia 19 de setembro de 2001, a pedido do Deputado Durval Ângelo, a Assembléia Legislativa de Minas Gerais prestou uma homenagem ao Servo de Deus. No dia 21 de setembro de 2001 foi lançada uma biografia completa do Servo de Deus, com o título "A Grandeza na Simplicidade", Editora FUMARC, Belo Horizonte. O Servo de Deus é patrono da cadeira nº 26 da Academia Brasileira de Hagiologia, com sede em Fortaleza-CE, e o ocupante da cadeira é o Postulador da Causa. Na Academia Mineira de Hagiologia - AMHAGI - , com sede em Belo Horizonte - MG,o servo de Deus é o patrono da cadeira nº 01. A fase diocesana do Processo do Servo de Deus foi concluída em 20/09/2009 e o processo foi enviado à Roma, onde se encontra.
FONTE: www.hagiologiaminas.blogspot.com

[editar] Referências

MATOS, Pe. Ismar Dias de. "A grandeza na simplicidade", Editora FUMARC, Belo Horizonte, 2001, 206 p.

domingo, 17 de outubro de 2010

IPATINGA - M G - HISTORIA

Ipatinga é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Pertencente à mesorregião do Vale do Rio Doce e à microrregião de mesmo nome, localiza-se a nordeste da capital do estado, distando desta cerca de 209 quilômetros. Ocupa uma área de 165,509 km² e sua população foi estimada em 2009 pelo IBGE em 244 508 habitantes,[2] sendo assim o décimo mais populoso do estado de Minas Gerais e o primeiro de sua microrregião. Está a 947 quilômetros de Brasília, a capital federal. A cidade localiza-se exatamente no local em que as águas do rio Piracicaba se encontram com o rio Doce.[5] Sua área é de 165,509 km², representando 0,0282 % do estado de Minas Gerais, 0,0179 % da Região Sudeste e 0,0019 % de todo o território brasileiro.[6] Desse total 22,9245 km² estão em perímetro urbano.[7]
O desenvolvimento da região deve-se às grandes empresas locais, como a ArcelorMittal Timóteo e principalmente a Usiminas, localizada no próprio município. Até 1964 estas duas ficavam em território da cidade vizinha, Coronel Fabriciano, mas com a emancipação política de Timóteo e Ipatinga, o município deixou de sediá-las.[8] Atualmente município é formado pela Sede e pelo distrito de Barra Alegre. A cidade faz parte da Região Metropolitana do Vale do Aço, que ultrapassa os 449 340 habitantes. Além das quatro principais cidades (Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo), há outras 22 no colar metropolitano.[9]
A cidade ainda se destaca pelo seu turismo. Além do turismo de negócios, muito incentivado pela prefeitura e pelas grandes empresas locais, em Ipatinga estão algumas das principais atrações de todo Vale do Aço, como o Shopping do Vale do Aço; o Estádio Municipal Epaminondas Mendes Brito - Ipatingão, um dos maiores de todo Leste mineiro; a USIPA; o Centro Cultural Usiminas e várias outros pontos turísticos de importância cultural e histórica.[10] Além do turismo na área urbana, Ipatinga também é um dos principais acessos para a Serra dos Cocais, localizada na cidade vizinha de Coronel Fabriciano[11] e para o Parque Estadual do Rio Doce, situada entre os municípios de Timóteo, Marliéria e Dionísio.[12]
A sede tem uma temperatura média anual de 21,6°C, a vegetação do município é de Mata Atlântica e cerrado. Em relação à frota automobilística, de acordo com o IBGE, em 2000 foram contabilizados 54.240 veículos em Ipatinga. [13] Com uma taxa de urbanização da ordem de 99,25%, O município contava em 2008 com 125 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,806, considerando-se assim como elevado, em relação ao estado de Minas Gerais. [2]

História


Índios Botocudos, antigos habitantes da região.

Colonização da região

Entre os séculos XVI e XVII, entradistas seguiam pela região à procura de ouro e materiais de valor, mas a descoberta de ouro na região central de Minas Gerais fez com que vilas e povoados crescessem nesta região que até então era habitada apenas pelos índios Botocudos. Pouco tempo depois, a Coroa portuguesa proibiu o povoamento da região do Vale do Rio Doce, para evitar o contrabando de materiais preciosos. Na segunda metade do século XVIII, Antônio Noronha ordenou a construção de uma estrada ao leste da capitania, justificando-se de que havia ouro nessa região. A estrada foi concluída pouco tempo depois.[15]
Os primeiros civilizados a chegarem até a região de Ipatinga e do atual Vale do Aço, vieram em 1752 de Sant'Ana do Alfié pela Serra da Vista Alegre. Atravessando o Rio Piracicaba, abrindo na margem esquerda desse rio uma posse no lugar hoje conhecido por Sítio Velho, nas cercanias da atual Usiminas, não tendo prosseguido por ter sido assassinado por um escravo que ele alugara de dona Ana Matos.[15]
No início do século XX, as principais atividades econômicas eram a agricultura de subsistência e a pecuária. No ano de 1901, com a criação da Estrada de Ferro Vitória a Minas - EFVM, o engenheiro Pedro Nolasco foi contratado para planejar uma estrada margeando o Rio Doce, que fosse desde o Porto de Vitória até a cidade de Diamantina. Sete anos mais tarde, um estudo comprova o alto teor de ferro nas jazidas de minério de Itabira. O interesse internacional dos ingleses muda o projeto original da ferrovia, para facilitar o escoamento da produção para o Porto de Vitória, pelo qual seria levado em direção à Europa.[14]
Com a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, começaram a vir os primeiros habitantes da primitiva cidade de Ipatinga e da Região Metropolitana do Vale do Aço. Através dos trilhos da estrada de ferro, fixaram-se na região além dos operários, e viajantes de várias partes de Minas Gerais e até de diferentes lugares do Brasil que vieram tentar a sorte na cidade.[14] Em 22 de agosto de 1922, foi inaugurada a Estação Pedra Mole, a primeira da cidade. O primeiro a fixar pouso foi José Fabrício Gomes, explorador de matas, que se apossou de uma área onde hoje abrange o município de Ipatinga, com a intenção de explorar madeira. Pouco tempo depois, as terras foram repassadas a José Cândido de Meira, tendo este aumentado a atividade de extração de madeira. Logo após, Alberto Giovannini transformou o local numa fazenda de gado, tendo construído ainda no terreno uma boa casa e, nos terrenos férteis, o cultivo de lavoura, atraindo colonos para o trabalho na fazenda. No de 1930, o trajeto da EFVM foi alterado. A Estação de Ipatinga (atualmente Estação Memória) foi construía para substituir a de Pedra Mole, que desabou em virtude da instabilidade do terreno. Suas ruínas ainda restam na beirada do Rio Piracicaba, perto da confluência com o Rio Doce. Tudo o que resta desta estacão é uma parede, suas fundações e um poço abandonado na região do bairro Castelo.[16] Ao redor da Estação Ipatinga, continua o crescimento e o desenvolvimento do povoado.[14]

Estação de Ipatinga na década de 1930.

Ipatinga em 1930.

Expansão econômica e siderúrgica

A vocação siderúrgica de Ipatinga inicia-se em 31 de outubro de 1944, quando foi inaugurada a ArcelorMittal Timóteo (antiga Acesita - Companhia de Aços Especiais Itabira). Em território que então estava em território de Coronel Fabriciano, atualmente no município de Timóteo.[14] Dessa época também é a elevação de Ipatinga a distrito de Coronel Fabriciano. Em 27 de dezembro de 1948, depois de um longo processo tramitado na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais - ALMG, o governador Milton Campos assina a Lei nº. 336, criando o município de Coronel Fabriciano, emancipando-se de Antônio Dias. Junto com a emancipação, Ipatinga também eleva-se a distrito da cidade.[17]
Doze anos mais tarde, uma delegação japonesa visita o então distrito de Ipatinga, sendo escolhido como sede da instalação da Usiminas em 24 de abril de 1956. Para essa decisão, foram levados em conta a topografia apropriada, pequena distância entre as fontes de matéria prima e os centros consumidores facilidades dos recursos hídricos, abundância de energia elétrica, malha ferroviária local e proximidade com outros centros siderúrgicos. Com as notícias da construção da siderúrgica que se instalaria na região, foi grande a chegada de novos moradores, antes de sua instalação. Isso aumentou a necessidade de um planejamento urbano para a cidade. Os empregados da empresa foram instalados em acampamentos improvisados, distribuídos por toda a extensão do distrito. Os aventureiros amontoam seus barracos nas vias públicas e praças. A Usiminas veio a ser fundada em 26 de outubro de 1962.[14]

Emancipação política

O crescimento acelerado da região e o conflito de interesses de sua população culminou com o chamado Massacre de Ipatinga, quando várias pessoas foram assassinadas em 7 de outubro de 1963. De acordo coma Usiminas, houve mais de trinta mortos e mais de três mil feridos. [18] [19]
Com o rápido crescimento, se tornou fundamental que Ipatinga tivesse autonomia administrativa. A pequena vila dependia diretamente dos interesses da sede, que era o atual município de Coronel Fabriciano, e os moradores acusavam políticos fabricianenses de descaso administrativo para com o distrito. A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais aprovou, em redação final, o projeto de revisão administrativa, que criou 237 novos municípios, entre eles estava Ipatinga - criada pela Lei estadual n° 2764, de 30 de dezembro de 1962, juntamente com o distrito de Barra Alegre[20] - e Timóteo, tendo sido vetada pelo Governado Magalhães Pinto a instalação dos municípios de Ipatinga e Timóteo, que enviou uma mensagem às comissões Pró-Emancipação dos dois municípios do Vale do Aço, informando o veto à emancipação e os seus motivos: afirmava que pretendia manter uma unidade política, administrativa, econômica e financeira desse pólo siderúrgico.[14][20]
Em 29 de abril de 1964 é que ocorre a emancipação de Ipatinga juntamente com a de Timóteo, sendo decretada por José de Magalhães Pinto. A partir daí, o distrito de Barra Alegre, passa oficialmente a pertencer a Ipatinga. No mesmo ano (1964), é eleito Délio Baeta Costa como intendente e um ano depois Fernando Santos Coura se torna prefeito. Anos mais tarde, em 8 de dezembro de 1975, é criada a Comarca de Ipatinga, sendo instalada em 2 de fevereiro de 1977.[14][20]

História recente

A partir da década de 1970, há uma inversão hegemônica de crescimento econômico e demográfico no Vale do Rio Doce. O aglomerado urbano da região, concentra todas as aspirações externas e as tensões internas ocasionadas pejo crescimento populacional. Uma das consequências desse crescimento populacional são as enchentes. Entre os dias e 4 de fevereiro de 1979, uma forte e intensa chuva deixa vários mortos e desabrigados, em uma enchente que não atingiu apenas Ipatinga, mas ainda várias cidades localizadas ao longo das margens do Rio Doce e afluentes. Cerca de 10 mil ficam desabrigados e pelo menos 42 morreram somente no município ipatinguense, a maioria soterrada por queda de encosta na chamada grota do IAPI, no bairro Esperança.[14][21]
Ao longo do tempo, com o crescimento populacional da cidade, houve a necessidade da expansão dos setores econômico e turístico de Ipatinga. Em 20 de outubro de 1982 é inaugurado o Kart Clube Ipatinga; em 6 de novembro de 1983 foi fundado o Kartódromo Emerson Fittipaldi; em 3 de março de 1990 foi a inauguração do Aterro Sanitário de Ipatinga; em 21 de maio de 1998 é fundado o Ipatinga Futebol Clube; em 23 de setembro de mesmo ano foi inaugurado o Shopping do Vale do Aço e o Centro Cultural Usiminas.[21]
Também em decorrência do crescimento demográfico de Ipatinga e cidades vizinhas, em 30 de dezembro de 1998 foi criado o Vale do Aço, reunindo além de Ipatinga, Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso e Timóteo e os outros 22 municípios de colar metropolitano, sendo elevado a Região metropolitana em 12 de janeiro de 2006.[9]

Geografia

A geografia de Ipatinga é homogênea. O município conta com um relevo plano e uma vegetação atlântica. A área do município é de 165,509 km², representando 0,0282% do território mineiro, 0,0179 da área da região Sudeste do Brasil e 0,0019% de todo o território brasileiro.[6] Localiza-se na região leste do estado de Minas Gerais, entre os rios Piracicaba, Doce e tendo a sub-bacia do Ribeirão Ipanema papel importante em sua configuração. A cidade tem a altitude média de 250 metros. O ponto culminante do município está na Serra dos Cocais, que mede 1.163 metros, próximo a divisa com Coronel Fabriciano. A altitude mínima se encontra na foz do Rio Piracicaba, com 235 metros.[22] No município, predomina um relevo variando entre montanhoso e plano. Cerca de 55% do território ipatinguense é plano, 30% das terras são de mares de morros e nos 15% restantes o terreno é montanhoso. Grande parte do relevo montanhoso está na Serra dos Cocais.[22]
Está localizado no exato local onde o Rio Piracicaba encontra-se com o Rio Doce.[5] A cidade de Ipatinga ainda é cortada pelo Ribeirão Ipanema, que nasce e deságua em seu território. Atualmente o ribeirão sofre gravemente com a degradação ambiental, principalmente com o despejo de lixo e esgoto ao longo de seu curso, assoreamento das margens, poluição hídrica com esgotos domésticos e de pequenas indústrias, oficinas ou matadouros, extinção da biodiversidade local e erosão. Para evitar esse problema, a prefeitura fez plantio de mudas de plantas ao longo de áreas críticas.[23][24]

Clima

O clima de Ipatinga é tropical (tipo Aw segundo Köppen),[25] podendo nos pontos mais altos apresentar características típicas de clima tropical de altitude, com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 21,6°C, tendo invernos secos e amenos (raramente frios) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. Os meses mais quentes, fevereiro e março, tem temperatura média de 29,2°C e o mês mais frio, julho, de 11,5°C. Outono e primavera são estações de transição.[26]

Nuvens de tempestade em Ipatinga.
A precipitação média anual é de 1254,9 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 11,4 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 257,1mm. Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30°C especialmente entre os meses de julho e setembro. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso, também são comuns registros de fumaça de queimadas em morros e matagais. Principalmente na zona rural da cidade. [27] Em agosto de 2004, a precipitação de chuva não passou dos 0 mm.[28] Os índices de URA (Umidade relativa do ar) ficam entre 78,2% no inverno a 84% no Verão.[29] A média anual de precipitações fica em torno de 1260mm.[26]
A temperatura mínima observada na cidade nos últimos anos foi de 7 °C no dia 19 de agosto de 2010, registrada na região do Aeroporto da Usiminas. [30] A máxima foi de 41 °C no dia 25 de fevereiro de 2010.[31] Máxima de 40°C também observada dias 1º de novembro de 2007[32] e 24 de fevereiro de 2010.[31] O maior acumulado de chuva em menos de 24 horas foi de 183 mm registrados em 15 de janeiro de 2004. [33] Outros grandes acumulados registrados na cidade foram de 141 mm em 19 de março de 2004; [34] 110 mm dias 13 de dezembro de 2004[35] e 22 de setembro de 2009;[36] 109 mm em 23 de janeiro de 2009[37] e de 105 mm dia 15 de dezembro de 2005.[38] Tempestades de granizo também não são comuns na cidade, uma das piores ocorreu em 4 de setembro de 2006.[39] Nevoeiros são comuns durante os meses frios. [40] [41]
Temperatura e precipitação média de Ipatinga [26]
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura média °C 23,6 23,9 23,9 22,1 20,2 18,7 18,1 18,8 20,6 22,2 22,9 23,2 21,6
Mínima temperatura média °C 18,3 18,5 18,5 16,7 14,3 12,4 11,5 12,5 14,5 16,9 18 18,3 15,9
Máxima temperatura média °C 29 29,2 29,2 27,6 26,1 25,1 24,8 26 26,7 27,4 27,8 28 27,2
Precipitação média mm 200,5 130 152,2 81,5 29,8 14 11,4 17 47 112,8 201,3 257,1 1254,9

Fauna e flora


Jequitibá-rosa (Cariniana legalis): árvore típica da cidade considerada uma espécie vulnerável.
A cidade possui uma Legislação Ambiental que diz que é de total responsabilidade do município proteger a fauna e a flora local existentes nos logradouros públicos, cabendo somente a ele o controle de suas populações, em atuação coordenada com órgãos federais e estaduais que direta ou indiretamente exerçam tais atribuições.[42] De acordo com dados da prefeitura, cerca de 26,8% das matas existentes em território ipatinguense são naturais e 15,9% artificiais.[43] São plantadas anualmente cerca de 500 mil mudas de árvores. [44]
Ipatinga está localizada no país de maior biodiversidade do planeta.[45] A vegetação nativa do município pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), onde se destacam-se árvores como o Jequitibá-rosa (Cariniana legalis), a Sapucaia (Lecythis pisonis), o Jacarandá-caviuna (Dalbergia nigra), a Braúna (Schinopsis brasiliensis) e o Palmito-doce (Euterpe edulis). Porém, devido a exploração nos períodos colonial e imperial e, atualmente com as atividades siderúrgicas e da produção de celulose para as grandes empresas da cidade e da região, grande parte da cobertura vegetal nativa foi destruída, dando lugar às grandes plantações de eucalipto. [46]
Na fauna ipatinguense é comum observar animais típicos de sua vegetação nativa, como o Gato-do-mato (Leopardus tigrinus), Tatu (Chlamyphorus), Paca (Cuniculus paca), Raposa (Vulpes), Rato silvestre (Microtus arvalis), Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), Sanhaço (Thraupidae), Tico-tico (Zonotrichia capensis), Rolinha (Columbinae), Saíra (Schinus terebinthifolia), Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), além de algumas espécies de aves de rapina, dentre outros.[47]

Municípios limítrofes e região metropolitana

O intenso crescimento da cidade e também de toda região, tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre os municípios da região, criando pela Lei Complementar nº 51, de 30 de dezembro de 1998, a Região Metropolitana do Vale do Aço, envolvendo além de Ipatinga, os municípios de Coronel Fabriciano, Santana do Paraíso, Timóteo e os outros 22 localizados no colar metropolitano.[9]
Os limites do município são com os municípios de Coronel Fabriciano (a oeste); Mesquita e Santana do Paraíso (norte); Caratinga (a leste) e Timóteo (sul).[22]
Dados dos municípios da Região Metropolitana do Vale do Aço
Município Área (km²) População (2008) PIB (2005)
Ipatinga 166 241.720 4.422.997.000
Timóteo 145 79.100 1.842.089.000
Coronel Fabriciano 221 104.415 451.426.000
Santana do Paraíso 276 24.105 108.346.000
Total 808 449.340 6.824.858.000

Demografia

Crescimento populacional de
Ipatinga [48]
Ano População
1970 47 882
1980 150 318
1991 180 069
2000 212 496
2006 236 363
2009 244 509
Em 2009 a população do município era estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 244.508 habitantes, sendo o décimo mais populoso do estado e apresentando uma densidade populacional de 1447 habitantes por km².[2] Segundo o censo de 2000, 48,98% da população eram homens (104 089 habitantes), 51,02% (108 407 habitantes) mulheres, 99,25% (210 895 habitantes) vivia na zona urbana e 0,75% (1 601 habitantes) na zona rural. [48] [49] [50] De acordo com o IBGE, Ipatinga possuía 162 969 eleitores em 2006.[51]
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Ipatinga é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,806, sendo o trigésimo maior de todo estado de Minas Gerais (em 853), o 169° de toda a Região Sudeste do Brasil (em 1666 municípios) e o 445° de todo o Brasil (entre 5 507 municípios). Considerando apenas a educação o valor do índice é de 0,901, enquanto o do Brasil é 0,849. O índice da longevidade é de 0,787 (o brasileiro é 0,638) e o de renda é de 0,729 (o do Brasil é 0,723).[52] A cidade possui a maioria dos indicadores elevados e todos acima da média nacional segundo o PNUD. A renda per capita é de 23.113 reais, a taxa de alfabetização adulta é 92,90% e a expectativa de vida é de 72,24 anos. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social é de 0,38, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[53] A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 15,81%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 8,29%, o superior é de 23,33% e a incidência da pobreza subjetiva é de 11,21%.[53] No ano de 2000, a população ipatinguense era composta por 103.494 pardos (48,70%); 94.245 brancos (44,36%); 13.309 pretos (6,26%); 529 indígenas (0,25%); 465 amarelos (0,22%); além dos 454 sem declaração (0,21%). [54]

DESENVOLVIMENTO


Ponte JK, em Brasília - Obra da USIMEC.

Estrutura urbana


Vista do trevo Iguaçu-Centro
No ano de 2000, Ipatinga possuía 56.027 domicílios, entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total, 38.824 eram imóveis próprios, sendo que 36.467 eram próprios já quitados (65,09%); 2.357 próprios em aquisição (4,21%) e 11.607 eram alugados (20,72%); 5.440 imóveis foram cedidos sendo que 300 haviam sido cedidos por empregador (0,54%); 5.140 foram cedidos de outra maneira (9,17%) e 156 eram de outra forma (0,28%).[67] 63.297 dessas residências localizam-se em área urbana e 438 na estão na zona rural.[68]
O município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Em 2000, 85,34% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água;[69] 97,75% das moradias possuiam coleta de lixo [70] e 90,88% das residências possuiam escoadouro sanitário.[71] Seu Índice de Gini é de 0,40.[72] São recolhidos cerca de 640 ton/dia de lixo e a a varrição atinge 100% das vias pavimentadas. [73]

Saúde


Hospital Márcio Cunha.
Ipatinga possuía no ano de 2005 125 estabelecimentos de saúde, sendo 99 deles privados e 26 municipais entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. A cidade possui ainda cerca de 561 leitos para internação em estabelecimentos de saúde.[74] Existem três hospitais geral, sendo um filantrópico, um público e um privado. Ipatinga conta ainda com 725 auxiliares de enfermagem, 333 cirurgiões dentistas, 330 clínicos gerais, 153 cirurgiões gerais, 137 enfermeiros, 121 pediatras, 102 gineco-obstetras e 1 418 distribuídos em outras categorias, totalizando 3 319 profissionais de saúde. No ano de 2008 foram registrados 3.514 de nascidos vivos, sendo que 7.2% nasceram prematuros, 51,8% foram de partos cesáreos e 13.5% foram de mães entre 10 e 19 anos (0,3% entre 10 e 14 anos). A Taxa Bruta de Natalidade é de 14,5. [75]
Situa-se no município um dos melhores hospitais da região. O hospital Márcio Cunha está localizado no Bairro das Águas, foi inaugurado em 1965 pela Usiminas. É o primeiro no País a ser certificado com excelência nos critérios do Manual das Organizações Prestadoras de Serviços Hospitalares da Organização Educação
EDUCACAO
A cidade de Ipatinga, em 2008, contava com aproximadamente 23.818 matrículas e 26 instituições dos ensinos Fundamental e Médio em escolas estaduais; 21.930 matrículas e 37 instituições municipais em Ensino Especial, Educação Infantil e Ensino Fundamental; e 16.604 matrículas e 76 instituições particulares de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio.[77] Para aumentar ainda mais a qualidade da educação ipatinguense, a prefeitura organizou alguns projetos de alfabetização e inclusão social. São alguns deles o PROALE – Projeto de Alfabetização, cujo objetivo foi aumentar o horário letivo em 2 horas e o COM-TATO, trabalho com cegos em algumas escolas municipais.[78]
O município ainda conta com diversas instituições de ensino superior. São algumas delas a Universidade Presidente Antônio Carlos - UNIPAC; a Faculdade Pitágoras; Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste - MG); Faculdade de Direito de Ipatinga; Faculdade de Tecnologia; União Educacional do Vale do Aço; Faculdade Evangélica de Teologia; Faculdade Pereira de Freitas, dentre outras. Ambas destacam-se na diversidade de cursos oferecidos no município, com destaque para Engenharia, Letras e Direito.[79]

Educação de Ipatinga em números[77]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 4.193 411 82
Ensino fundamental 36.212 1.915 91
Ensino médio 10.742 595 22




Serviços e comunicações

O serviço de abastecimento de água e coleta de esgoto é feito pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais - Copasa. Esta empresa atua na cidade desde 1974. no ano de 1997 a companhia assumiu os serviços de esgotamento sanitário, antecipando, assim, a renovação do contrato de concessão do sistema de abastecimento de água, onde irá atuar até 2022.[85] No município, assim como em toda a região, o serviço de abastecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Energética de Minas Gerais - Cemig.[86] O recolhimento de Resíduos sólidos é realizado pela prefeitura municipal através de uma empresa terceirizada, que transporta toda a produção para o aterro sanitário localizado na divisa com Caratinga. De acordo com a própria prefeitura, são recolhidos diariamente em Ipatinga 640 toneladas de lixo, sendo 140 ton. lixo Domiciliar, comercial e público; 19 ton. de resíduos por compostagem; 480 ton. resíduos Inertes (Entulho, Terra, Capina) e 1 ton. de lixo hospitalar.[87]
No município ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. A Oi é a única empresa que oferece o serviço de telefonia fixa. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido pela Oi, Vivo, Claro e Tim.[88] O código de área (DDD) de Ipatinga é 31.[89] O Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade vai de 35160-001 até 35164-999.[90]
Além da cidade de Ipatinga ser sede da TV Cultura Vale do Aço, que retransmite a programação da TV Cultura e da Rede Minas, o município ainda recebe sinais de televisão aberta de várias outras emissoras de televisão. Os principais canais de TV transmitidos são a Band Minas (sede em Belo Horizonte, afiliada a Rede Bandeirantes); TV Alterosa (sede em Belo Horizonte, afiliada ao Sistema Brasileiro de Televisão - SBT); InterTV dos Vales (sedes em Coronel Fabriciano e Governador Valadares, afiliada a Rede Globo); TV Leste (sede em Governador Valadares, afiliada a Rede Record); Rede Vida (sede em São José do Rio Preto) e Canção Nova.[91][92][93] O município conta ainda com vários jornais em circulação. No ano de 2004, eram 6 no total. Os principais, por terem importância regional, são os Jornais do Vale do Aço e o Diário do Aço.[22][94] No ano de 1963 foi fundado o primeiro jornal da cidade: "O Ipatinga", que circulou apenas duas edições. [95] Em 2001 foram contabilizadas 5 emissoras de rádio de acordo com a Associação Mineira de Rádio e TV e a Telecomunicações de Minas Gerais S.A.[22] A Empresa Brasileira de Correios e de Telégrafos foi instalada em Ipatinga no dia 20 de setembro de 1969. [95]

Transportes

Ipatinga tem uma boa malha rodoferroviária que a liga a várias cidades do interior mineiro e até a capital. Em Ipatinga está localizado o Aeroporto da Usiminas (IATA: IPN - ICAO: SBIP), um dos maiores do estado, [96] O município ainda possui fácil acesso a BR-458 e MG-425.[22] e tem acesso a rodovias de importância estadual e até nacional através de rodovias vicinais pavimentadas e com pista dupla, como a Avenida Pedro Linhares Gomes, trecho da BR-381.
Atualmente a frota de veículos em Ipatinga é de aproximadamente 54.240 automóveis, 2.614 caminhões, 269 caminhões-tratores, 4.549 caminhonetes, 22.261 motos, 553 ônibus e apenas 13 tratores agrícolas.[13] As avenidas duplicadas e pavimentadas melhoram o trânsito da cidade, possuindo maior movimento de carros e diversos semáforos. O crescimento no número de veículos de Ipatinga nos últimos dez anos está causando um movimento cada vez mais lento de carros, principalmente na Sede do município. [97] [98]

Distância de Ipatinga aos principais centros nacionais
Cidade Distância (em km)
Belo Horizonte 209[22]
Rio de Janeiro 540[22]
São Paulo 786[22]
Brasília 947[22]
Vitória 398[22]

Ferroviário

Serviço ferroviário: trem na Estação Ferroviária Intendente Câmara.
Ipatinga possui uma estação ferroviária: a Intendente Câmara. Localizada a beira da BR-381, foi inaugurada em 18 de junho de 1960, tendo recentemente passado por uma grande ampliação de sua capacidade devido ao crescimento da população da cidade. Após essa reforma, a estação passou a ser uma das maiores da Estrada de Ferro Vitória a Minas.[104] É importante ainda para a economia municipal, pois é uma alternativa para o escoamento da produção da Usiminas e recebimento de matéria-prima destinada à empresa.[94] Com um projeto de expansão da Usiminas, houve a necessidade de aumentar a infraestrutura da estação e a construção de uma terceira linha na ferrovia.[105]
Dentre as alternativas de transporte coletivo regulares, a EFVM é a via de viagem mais barata possível para várias cidades da Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, Leste mineiro e Espírito Santo, como Belo Horizonte, João Monlevade, Governador Valadares, Resplendor, Baixo Guandu, Colatina, Região Metropolitana de Vitória, dentre outras cidades com estações.[104][106]

Rodoviário

Assim como em grande parte dos municípios brasileiros, em Ipatinga o principal meio de transporte é o terrestre e o meio de transporte mais utilizado é o automóvel.[13] A cidade conta ainda com uma das maiores estações rodoviárias da região, localizada na Região Central da Cidade. É atendida com saídas diárias regulares para as principais cidades de Minas Gerais, e mesmo para fora do estado.[107]
O transporte coletivo do município é feito por apenas uma empresa: a Autotrans (substituíndo a Viação Águia Branca), causando assim um monopólio. A Autotrans ainda atende os municípios vizinhos (Coronel Fabriciano e Timóteo). De acordo com dados da prefeitura, o sistema de transporte coletivo de Ipatinga é composto de 64 linhas com extensão de aproximadamente 670km, utilizando uma frota de 117 veículos que transporta em média cerca de 1.286.000 milhões de passageiros por mês.[108] A Univale Transportes interliga todo o Vale do Aço e parte do colar metropolitano.[109]
POLITICA
De acordo com a Constituição de 1988, Ipatinga está localizada em uma república federativa presidencialista. Foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito positivo. [110] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[111]
O Poder legislativo é constituído pela câmara, composta por quatorze vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[112]) e está composta da seguinte forma:[113] quatro cadeiras do Partido dos Trabalhadores (PT); três cadeiras do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); duas cadeira do Partido Popular Socialista (PPS); duas cadeiras do Partido Verde (PV); uma cadeira do Partido Socialista Brasileiro (PSB); uma cadeira do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e uma do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). O município de Timóteo se rege por leis orgânicas.[114]
O primeiro representante do poder executivo e prefeito do município foi Délio Baeta Costa, eleito logo após a emancipação do município. Em treze mandatos, onze prefeitos passaram pela prefeitura de Ipatinga. Nos dez últimos anos, devido à grandes escândalos políticos, o município já teve sete prefeitos.[115] o cargo foi ocupado por Geraldo Nascimento, eleito em 2004.[116] Em 2009 o prefeito eleito nas Eleições municipais no Brasil foi Chico Ferramenta, do Partido dos Trabalhadores (PT), com 47,08% dos votos válidos (64.167 votos). Por ter menos de 200 mil eleitores o município não teve segundo turno. [117] Chico Ferramenta foi cassado diversas vezes por supostos atos de corrupção. Após essa turbulência política novas eleições foram realizadas no dia 30 de maio de 2010, [118] vencendo Robson Gomes da Silva (Partido Popular Socialista - PPS), com 57,78% dos votos, que tomou posse em 18 de junho de 2010. Essa foi considerada a maior eleição extemporânea já realizada em Minas Gerais. [119]
Em 2006 outro político do município esteve envolvido em um episódio de repercussão nacional: João Magno foi um dos deputados acusados de receber recursos de Marcos Valério e Delúbio Soares, no chamado Escândalo do mensalão. Mesmo tendo confessado o recebimento de R$ 425,95 mil das contas de Valério, João Magno escapou de ter seu mandato cassado em 23 de março de 2006[120] A cidade é ainda a sede de uma Comarca.[121] De acordo com o TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral), o município possuia em 2008 cerca de 156.164 eleitores.[116]

Cidades-irmãs

Cidades-irmãs é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais, que busca a integração entre a cidade e demais municípios nacionais e estrangeiros. A integração entre os municípios é firmada por meio de convênios de cooperação, que têm o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, felicidade, amizade e respeito recíproco entre as nações.[122]
Ipatinga possui 2 cidades irmãs. São elas:

Subdivisões


Mapa de Ipatinga com bairros oficiais.
Ver página anexa: Lista de bairros de Ipatinga
Ao contrário de muitas cidades populosas, Ipatinga não é subdividida oficialmente em regiões administrativas e/ou subprefeituras. A cidade é composta apenas por dois distritos, são eles a Sede e Barra Alegre, além dos bairros oficiais e não oficiais. De acordo com o IBGE, no ano de 2005, foram contabilizados 35 bairros oficiais no total. O mais populoso é a Vila Bethânia, com 28.572 habitantes, sendo seguido por Canaã, com 26.187, e Veneza, com 23.070.[124] O maior em extensão territorial é o Ipaneminha, com 50,4 km², seguido por Tribuna, com 29,2 km², e Pedra Branca, com 13,4 km².[125]
Na zona rural ipatinguense estão localizados os bairros Ipaneminha, Pedra Branca e Tribuna, totalizando 80,7 km². Os outros 33 pertencem à zona urbana municipal, que conta com área total de 84,809 km². Os bairros Chácaras Madalena, Limoeiro e distrito Barra Alegre também são afastados da região central.[126]

Cultura e lazer

Turismo


Lago da USIPA.                                 
 
     
  • Shopping do Vale do Aço: Um dos mais importantes empreendimentos comerciais da região com lojas, áreas de lazer, de alimentação e espaço cultural. Com mais de 10 anos e 2 expansões o Shopping do Vale se concretiza como o maior centro de compras do leste mineiro. Conta ainda com três salas de cinema, de propriedade da Moviecom. [10][133]
  • Clube Náutico Alvorada (Lagoa Silvana): Área de lazer e entretenimento que tem como principal atração a Lagoa Silvana, local de banhos, pesca esportiva e passeios de barcos e jet-ski. O Clube foi criado pela Usiminas para atender à população de Ipatinga e região, apesar de estar localizado no município de Caratinga. Já sediou etapas do campeonato brasileiro de Motonaútica. Conta com praia artificial, toboágua, parque aquático infantil, galpões para churrasqueiras, área de camping, pousadas/chalés, polígono de Tiro, plataforma, restaurantes e lanchonetes, Pista para Prática de Aeromodelismo além de várias Praças e Jardins.[10][134][135]
  • Estádio Municipal Epaminondas Mendes Brito - Ipatingão: É o quarto maior estádio de futebol de Minas Gerais com capacidade para 25 mil pessoas e já sediou partidas de nível nacional e internacional. O estádio possui 25 cabines para imprensa (rádio, TV, jornais), Tribuna de Honra, camarotes, vestiários para clubes e vestiário para árbitro, 2 placares eletrônicos, departamento médico, salas para polícia militar e para a Federação Mineira de Futebol. O gramado oficial máximo está capacitado para jogos internacionais (110 X 75) e conta com moderno sistema de irrigação subterrânea.[10][136][137]
  • Estrada de Ferro Caminho das Águas: É uma pequena estrada de ferro localizada na margem direita do Ribeirão Ipanema. A esquerda da ferrovia está o Parque Ipanema. Seu caminho é percorrido por uma locomotiva a vapor de origem alemã, de 1937, que carrega dois vagões com capacidade total para 68 passageiros cada. A locomotiva percorre seus 2,6 quilômetros de trilhos (5,2 km de ida e volta). Nela está a Estação Ferroviária Pouso de Água Limpa.[10][137]
  • USIPA: É uma área de preservação ambiental da Usiminas com acesso restrito a grupos de estudo, alunos e pesquisadores. O clube, no entanto, é aberto ao público. Possui alojamento para atletas, parque aquático, piscina olímpica Aquecida, Centro de, pista de atletismo, ginásio coberto, estádio de futebol, área de treinamento de voleibol, pista de malha, quadras esportivas além de um centro de biodiversidade que conta com um Zoológico que possui cerca de 500 animais de 36 espécies, trilhas ecológicas, jardim botânico, lagoas e playground, projeto Xerimbabo de educação ambiental.[10][138]

Vista do Parque Ipanema.
  • Parque Ipanema: É uma das maiores áreas verdes do país situada dentro de um perímetro urbano. Com mais de 1 milhão de metros quadrados, cerca de 12 mil árvores plantadas e localizado bem no centro da cidade é uma área aberta a toda a população. O complexo de lazer foi uma das últimas "obras de arte" do paisagista Roberto Burle Marx, e oferece área de lazer com pista para caminhada e ou corrida, lago com ilha, cata-ventos, brinquedos, anfiteatro e quadras poliesportivas. Recentemente foi instalado um palco para apresentação de shows e espetáculos, dentro da lagoa. Construído com troncos de eucalipto e assoalho tipo deque, mede 383 metros quadrados. Conta com quadras poliesportivas, campos de futebol, lago com Cata-vento, pista de Cooper e ciclovias, anfiteatro, Farmácia Verde, Horto Municipal, Centro Esportivo e Cultural 7 de Outubro, Ginásio Poliesportivo Eli Amâncio, playground, auditório, Parque da Ciência, estação meteorológica e biblioteca ecológica (Ecoteca). Os moradores de Ipatinga e de outras cidades da região são frequentadores assíduos do Parque Ipanema. O local possui iluminação, sinalização, sanitários, bebedouros e lixeiras de polietileno.[10][137]
  • Estação Memória: Foi construída em 1930 e desativada em 1951. Reinaugurada em 1992 como Estação Memória, passou a ser um núcleo referencial de preservação e proteção da memória cultural do município. Seu acervo documental inclui registros de diferentes momentos culturais, políticos e artísticos de Ipatinga, reproduções de documentos manuscritos e impressos, livros e revistas relacionadas à cidade de Ipatinga, objetos originados da Vale e obras de arte inspiradas na cultura local. Além de tratar de uma unidade de memória, desenvolve projetos voltados para as artes, especialmente as plásticas. Aberta diariamente para visita e pesquisa sobre a história regional.[10][139]

[editar] Costumes e artes


Vista noturna do Centro Cultural Usiminas.
Ipatinga conta com diversos grupos culturais: grupos de teatro, grupos e conjuntos musicais, escolas de samba além de grupos folclóricos. A cidade também vem se destacando na área da pintura, com várias exposições ao longo do ano. [141] No município destacam-se principalmente as áreas teatrais e artísticas, sendo referência regional nesses setores.[142]
Uma das principais instituições que promovem diversas atividades artísticas e culturais é o Centro Cultural Usiminas, que apesar de ter sede na cidade, possui grande abrangência regional e leva para várias cidades vizinhas uma programação diversificada. [143] [144] Em 2009 a Lei Estadual de Incentivo à Cultura aprovou 68 projetos de Ipatinga, num total de 81 procedentes das cidades do Vale do Aço, região que integra, segundo a visão de membros da comissão que administra a aplicação da Lei, o segundo maior pólo cultural do estado. [145]
O teatro do Centro Cultural Usiminas, é considerado um dos mais modernos do país. Possui capacidade para 720 pessoas e é dotado de equipamentos cenotécnicos e de sonorização do mais alto padrão. Além disso, possui tratamento acústico, piso flutuante (palco com amortecedores) e quarteladas móveis, fosso para orquestra de 37m², palco com boca de cena de 7,30 x 12,70 m, dimensões internas de 26 x 17,60 m e urdimento de 21 metros. Localiza-se logo ao lado do Shopping do Vale do Aço.[142]
No Centro Cultural ainda ocorre anualmente, desde 1998, o Ipatinga Live Jazz. É o maior festival de jazz de todo interior do estado de Minas Gerais. É realizado por Valéria Altoé, conta com patrocínio da Usiminas e apoio do Governo de Minas Gerais através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e apoio ainda de várias grandes empresas.[146] Em todas suas edições, o festival celebradou várias personalidades do jazz, como Art Tatum, Chick Corea e Miles Davis, ambos relembrados na décima edição, ocorrida em 2008. [147]

Esportes

Futebol

Jogo entre Ipatinga e Vasco realizado dia 28 de novembro de 2009 no Ipatingão.
Em Ipatinga destaca-se o Ipatinga Futebol Clube, fundado em 1998. Em 2005, conquistou o título do Campeonato Mineiro de Futebol, derrotando o Cruzeiro Esporte Clube. O time de futebol volta a se destacar em 2006, chegando as semifinais da Copa do Brasil, o segundo maior torneio de futebol do país. Nesta ocasião a equipe do Ipatinga Futebol Clube foi eliminada pelo Flamengo logo depois de, em uma situação inusitada, ter vendido o seu técnico e alguns de seus principais jogadores para o time que o derrotou. Já em 2007, a equipe conquista o vice-campeonato da Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol, subindo para a elite do futebol brasileiro. Em 2008, o Ipatinga Futebol Clube é rebaixado no campeonato mineiro e no Brasileiro.[151][152][153] Em 2010, apesar da ótima campanha no Campeonato Mineiro de Futebol 2010, perdeu para o Atlético Mineiro nas finais, ficando com a segunda posição. [154]
Além do Ipatingão, a cidade possui outros pequenos clubes, como a Associação Atlética Aciaria; o Ideal Futebol Clube; a Liga de Desportos de Ipatinga, dentre outros.[155][156]
Em Ipatinga também existem diversos estádios, como o Ferreirão; estádio da USIPA; Estádio João Teotônio Ferreira e o Estádio Municipal Epaminondas Mendes Brito, mais conhecido como Ipatingão. Foi inaugurado em 23 de novembro de 1982 e possui capacidade para 25.000 pessoas, sendo esse seu recorde de público, em 7 de abril de 1996, no clássico entre Cruzeiro e Atlético Mineiro.[157]
à frente da obrigação constitucional de criação do sistema de controle interno. JusVi. Página visitada em 14 de agosto de 2010.

    Bibliografia

    • Câmara de Ipatinga. Ipatinga: Um Retrato Sócio Cultural (em Português). Ipatinga - MG. 1990