sexta-feira, 15 de outubro de 2010

HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

ESTES DADOS FORAM COLETADOS NA INTERNET.
ACHEI INTERESSANTE POSTAR, VISTO QUE A UNIVERSIDADE NA QUAL ESTUDAMOS É DA REFERIDA CIDADE 


        A história  de  Juiz  de  Fora  confunde-se  com  a  história  do  século XIX mineiro. Situada na Zona da Mata, suas origens remontam    à abertura do Caminho Novo, estrada criada para o transporte do oouro no século  XVIII. Diversos povoados surgiram, estimulados pelo  movimento  das  tropas que ali transitavam rumo ao Rio de Janeiro, a exemplo  de  Santo  Antônio  do  Paraibuna, criado  por  volta de 1820.
        Em 1850, a Vila de Santo Antonio do Paraibuna é elevada à categoria de cidade e, quinze anos depois, ganha o nome de cidade do Juiz de Fora. Este curioso nome gera muitas dúvidas quanto à sua origem. O Juiz de Fora era um magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito. A versão mais aceita pela historiografia admite que um desses magistrados hospedou- se por pouco tempo em  uma fazenda da região, passando esta a ser conhecida como a Sesmaria do Juiz de Fora. Mais tarde, próximo a ela, surgiria o povoado. A identidade exata e a atuação desse personagem   na  história  local  ainda  são  polêmicas.
        Um personagem de grande importância na cidade foi o engenheiro alemão Henrique Guilherme Fernando Halfeld que empresta seu nome  a uma das principais ruas do comércio local. Halfeld, após realizar uma série de obras a serviço do Estado Imperial Brasileiro, acaba por fixar residência na cidade, envolve-se na vida política, constrói a Estrada do Paraibuna e promove diversas atividades no município,  sendo considerado  um  de  seus  fundadores.
        Mas contar a história de uma cidade é mais que citar seus personagens ilustres e seus feitos. Fazemos referência à população pobre e livre que vivia na cidade, responsável pelo pequeno comércio, produção de gêneros e utensílios de primeira necessidade e aos escravos, que constituíam,  na  década  de  1860,  quase  60%  da  população  total.
        A partir de 1850, Juiz de Fora passa a vivenciar um processo de grande desenvolvimento econômico proporcionado pela agricultura cafeeira que se expandia pela Zona da Mata Mineira, dando origem   à formação de várias fazendas. Por iniciativa de Mariano Procópio Ferreira Lage, inicia-se a construção da primeira via de transporte rodoviário do Brasil: a Estrada União e Indústria, com 144 Km de Petrópolis a Juiz de Fora, com o objetivo de encurtar a viagem entre   a Corte e a Província de Minas e facilitar o transporte do café. Para sua construção, foram contratados técnicos, engenheiros e artífices alemães. Anos depois, Mariano Procópio cria um núcleo colonial voltado para a produção de gêneros agrícolas, dando origem à Colônia D. Pedro II, composta de 1.162 imigrantes alemães. Esta colônia não conseguiu se manter por muito tempo, levando muitos colonos a abandonar suas terras  em direção à cidade, engrossando  as  fileiras  do  nascente  proletariado  industrial.
        A partir de 1850, Juiz de Fora passa a vivenciar um processo de grande desenvolvimento econômico proporcionado pela agricultura cafeeira que se expandia pela Zona da Mata Mineira, dando origem   à formação de várias fazendas. Por iniciativa de Mariano Procópio Ferreira Lage, inicia-se a construção da primeira via de transporte rodoviário do Brasil: a Estrada União e Indústria, com 144 Km de Petrópolis a Juiz de Fora, com o objetivo de encurtar a viagem entre   a Corte e a Província de Minas e facilitar o transporte do café. Para sua construção, foram contratados técnicos, engenheiros e artífices alemães. Anos depois, Mariano Procópio cria um núcleo colonial voltado para a produção de gêneros agrícolas, dando origem à Colônia D. Pedro II, composta de 1.162 imigrantes alemães. Esta colônia não conseguiu se manter por muito tempo, levando muitos colonos a abandonar suas terras  em direção à cidade, engrossando  as  fileiras  do  nascente  proletariado  industrial.
                                                 
Fotos de R. H. Klumb pertencentes à documentação fotográfica da Estrada União e Indústria,   realizadas  entre  1863  e  1868:
1. Trecho da Estrada União e Indústria
2. Colônia D. Pedro II

        No século XIX, Juiz de Fora tornou-se um dinâmico centro econômico, político, social e cultural. Aos poucos, suas funções   se ampliam, ganhando ares de cidade moderna, ponto de confluência da população circunvizinha. Ganha um plano de demarcação e nivelamento de ruas, telégrafo, imprensa, banco, bondes. Houve a implantação de iluminação  pública, que  inicialmente  era  a  gás  e,  depois,  em  1889,  elétrica.
        Os ganhos obtidos com o café, associados às facilidades de transporte, energia e mão-de-obra, acrescida com a chegada de centenas de imigrantes italianos, possibilitaram um intenso desenvolvimento industrial, e a cidade passa a ser denominada   "A  Manchester  Mineira". Os setores que mais se desenvolveram foram o da indústria têxtil e, em segundo lugar, o da produção     de  alimentos.
        Juiz de Fora, no final do século XIX, possuía uma dinâmica vida   cultural, representada pelos teatros, jornais, colégios e intensa atividade literária. A própria arquitetura reflete a prosperidade econômica e cultural, por meio do estilo eclético das construções, com  diferentes  manifestações  do  passado: o  gótico,  o  grego  e  com  a  introdução,  neste  século,  do  Art  Nouveau  e  Art  Deco. Mais tarde, na década de 50 do nosso século, encontramos construções  com  concepções  modernas,  como  as  obras  de  Niemayer  e  os  painéis  de  Di  Cavalcanti  e  Portinari.
Foto da antiga Rua Direita - atual Av. Barão de Rio Branco - 1903, de autoria do fotógrafo Soucaseaux  -  acervo  do  Museu  Mariano  Procópio

Foto panorâmica da cidade -1893 - autor desconhecido - acervo do Museu Mariano Procópio

Foto da Rua do Comércio - atual Batista de Oliveira -1903 - autor Soucaseax - acervo  do  Museu  Mariano  Procópio

        Durante todo o século XX, Juiz de Fora se destaca nos grandes  momentos históricos do País. E, após viver um período de relativa decadência industrial a partir da década de 1940, passou a se destacar pelo crescimento dos setores comercial, industrial e de prestação  de  serviços,  o  que  a  coloca  como  a  segunda  cidade  de  Minas  Gerais  e  a  Capital  da  Zona  da  Mata  Mineira.

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